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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Cap I - A Mercadoria / Item 3 - A - 4 (p. 68 a 70)

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Marx conclui sua abordagem sobre a forma simples do valor ressaltando a conclusão tirada dela: a expressão do valor (papel que, atualmente, desempenha o dinheiro) se dá pelo valor das mercadorias; nunca o valor ou sua grandeza se originam da expressão de valor. Por fim, introduz características de uma forma mais complexa de valor, levando em conta a corporificação da forma relativa do valor em todos os produtos do mundo das mercadorias.
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 3. A FORMA DO VALOR OU O VALOR-DE-TROCA

 A) Forma Simples, Singular ou Fortuita do Valor
1.
2.
3.
4. A Forma Simples do Valor, Em Seu Conjunto

A forma simples do valor se contém em sua relação de valor com outra mercadoria diferente.

A mercadoria é valor-de-uso e valor. Ela se assume apenas fora dela mesma, ao manifestar-se como valor-de-troca. A mercadoria nunca possui essa forma (valor-de-troca) isoladamente, apenas na relação de valor.

Demonstrou-se: a expressão do valor decorre da natureza do valor das mercadorias. Valor e sua magnitude não se originam da expressão do valor (da forma equivalente ou, atualmente, do dinheiro).

A forma simples do valor é a forma elementar de manifestar a oposição nela existente (valor-de-uso X valor).

Apenas em determinado momento da história que a sociedade passou a transformar valores-de-uso em mercadorias. Assim, a forma simples de valor da mercadoria é também a forma-mercadoria elementar do produto do trabalho (valor-de-uso).

A forma simples converte-se em uma forma mais completa. Uma mercadoria A expressa seu valor numa mercadoria diferente, qualquer que seja ela (arroz, casaco etc.). Na medida em que uma mercadoria A vai estabelecendo relações de valor com outras mercadorias, vai também adquirindo novas expressões de valor.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cap I - A Mercadoria / Item 3 - A - 3 (p. 63 a 68)

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Marx, ao se deter à forma de equivalente (mercadoria B) na expressão do valor (A = B), pontua três propriedades de tal forma: 1) apesar de ser valor-de-uso, é expressão de seu contrário: do valor; 2) apesar de ser fruto de trabalho concreto, é manifestação de seu contrário, do trabalho abstrato; por fim, 3) apesar de ser trabalho privado, é expressão de seu contrário, do trabalho em forma diretamente social. Ao término da abordagem, Marx comenta como o filósofo Aristóteles aproximou-se de sua conclusão à respeito das trocas.
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3. A FORMA DO VALOR OU O VALOR-DE-TROCA

A) Forma Simples, Singular ou Fortuita do Valor

1.
2.
3. A Forma de Equivalente
4.

Quando equiparadas duas mercadorias (A = B), o valor da mercadoria A se expressa no valor-de-uso da mercadoria B, que se imprime como a forma equivalente por ser diretamente permutável por A.

Na relação de valor, a mercadoria B, assumindo a forma equivalente, não ocupa uma posição quantitativa de valor, pois o valor que interessa na expressão é o de A. Assim, a mercadoria B passa a ser expressão quantitativa de uma coisa.

A forma equivalente tem TRÊS peculiaridades ou propriedades.

1) Ao desempenhar um papel equivalente numa expressão de valor, a mercadoria B é vista como coisa ou objeto que manifesta o valor de A. Logo, a forma natural de uma mercadoria, B, um valor-de-uso, é uma expressão ou manifestação do seu contrário, ou seja, do valor. Exemplo da “balança”: para se saber o peso (“valor”) de determinado corpo, usam-se pedaços de ferro (objetos) com pesos previamente fixados.

2) O corpo de um bem que serve de equivalente numa expressão do valor (B) é um produto determinado por um trabalho útil, específico, particular. Este trabalho se torna expressão do trabalho da mercadoria que o bem B concretiza (A), que é trabalho abstrato, gera valor. Portanto, numa relação de equiparação entre mercadorias, o trabalho humano concreto é expressão ou manifestação do seu contrário, ou seja, do trabalho humano abstrato.

3) O trabalho concreto que funciona como expressão de trabalho humano abstrato passa a se identificar com o trabalho incorporado da mercadoria do lado relativo (A). Essa identificação faz com que esse trabalho, mesmo que seja privado (que produz mercadorias, exercido “independentemente” de outros), seja trabalho em forma diretamente social (trabalho direcionado às necessidades da sociedade).  Portanto, numa relação de equiparação entre mercadorias, o trabalho privado é expressão ou manifestação do seu contrário, ou seja, do trabalho em forma diretamente social.

Aristóteles fez análise semelhante sobre as trocas. O filósofo ratificou a visão da forma simples do valor e concluiu que, para a realização de trocas entre mercadorias diferentes, seria necessária a igualdade entre elas. Aristóteles, no entanto, não chega ao que pode igualar mercadorias diferentes. Como vimos, o trabalho humano cumpre esse papel.    

terça-feira, 26 de abril de 2011

Cap I - A Mercadoria / Item 3 - A - 1 (p. 55 a 57)

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Para introduzir a análise da Forma Simples do Valor, Marx faz considerações gerais sobre a existência de, numa expressão de valor, dois polos: a forma relativa do valor e a forma equivalente do valor, que se determinam e se excluem, extremos que se confrontam. Uma tem seu valor expresso (relativo em outra mercadoria) e outra é a materialização do valor da primeira (sua forma equivalente).
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3. A FORMA DO VALOR OU O VALOR-DE-TROCA

A) Forma Simples, Singular ou Fortuita do Valor

1. Os dois pólos da expressão do valor: forma relativa do valor e a forma equivalente
2.
3.
4.

O segredo geral da forma do valor acaba sendo a forma simples do valor.

Temos a expressão de valor: A = B

As duas mercadorias diferentes (A e B) representam dois papéis distintos numa relação. A mercadoria A tem papel ativo, encontra-se sob a FORMA RELATIVA DO VALOR. A outra, B, apresenta um papel passivo, sob FORMA DE VALOR EQUIVALENTE.

Observamos a expressão sob o ponto de vista do agente da troca que possui o bem A. O valor de A só pode ser expresso relativamente, ou seja, em outra mercadoria.  Na intenção de realizar uma troca, portanto, o busca-se uma mercadoria equivalente ao bem A. Logo, a mercadoria equivalente (B) se manifestará, nessa relação, como forma equivalente de valor, pois ela será a expressão corpórea do valor de A. As formas relativa e equivalente se determinam, conforme visto, de forma simultânea. São polos opostos de uma mesma expressão de valor; por isso, excluem-se.

Ao observarmos a expressão sob o ponto de vista do agente da troca que possui o bem B, acontece o inverso. A mercadoria B se encontrará como forma relativa de valor; e o bem A será manifestação de valor de B, a forma equivalente do valor.

Logo, em uma expressão de valor, a mercadoria cujo valor é expresso é a forma relativa do valor; a mercadoria através da qual se expressa o valor é a forma equivalente do valor.