Mostrando postagens com marcador forma relativa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador forma relativa. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de maio de 2011

Cap I - A Mercadoria / Item 3 - B - 1 e 2 (p. 71 e 72)

Ao discutir a forma total ou extensiva do valor, Marx revela que a forma relativa do valor agora dialoga, de forma particular, com todas as mercadorias, evidenciando que tal relação comprova que a magnitude do valor é que regula as relações de troca, afastando a ideia equivocada de que tais relações acontecem por acaso.  

---------

3. A FORMA DO VALOR OU O VALOR-DE-TROCA

B) Forma Total ou Extensiva do Valor

1. Forma Extensiva do Valor Relativo
2. A Forma de Equivalente Particular
3.


Tratemos da seguinte relação de valor:
x da mercadoria A = y da mercadoria B, ou z da mercadoria C, ou u da mercadoria D, ou etc.


1. Forma Extensiva do Valor Relativo

O valor de uma mercadoria A está, agora, expresso em outros produtos. Assim, o corpo de qualquer outra mercadoria diferente de A pode refletir ou manifestar  seu valor; o trabalho que o cria também se revela o mesmo ao de qualquer outra mercadoria.

Na nova relação de valor, permanece o valor do bem A, mas agora ele pode corporificado em qualquer outro produto, não importa qual seja ele. Diferente da forma simples, onde a possibilidade da permuta parecia casual, a forma extensiva revela que existe algo que regula as relações de troca: a magnitude do valor.



2. A Forma de Equivalente Particular

A forma natural das expressões de valor de um bem A (de acordo com a relação de valor exposto ao início do resumo) é uma forma equivalente PARTICULAR junto a outras muitas. Da mesma forma, o trabalho útil inserido nos produtos equivalentes também se manifesta de forma particular. 

Por exemplo, para representar o valor de 01 micro-ondas, poderíamos usar 01 aparelho de DVD, sendo esta uma forma particular de manifestar o valor do micro-ondas. Para expressar o valor desse mesmo produto de outro jeito, poderíamos equipará-lo a  01 TV de 21 polegadas, o que representa uma outra forma particular de manifestar o valor do do micro-ondas.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Cap I - A Mercadoria / Item 3 - A - 4 (p. 68 a 70)

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
Marx conclui sua abordagem sobre a forma simples do valor ressaltando a conclusão tirada dela: a expressão do valor (papel que, atualmente, desempenha o dinheiro) se dá pelo valor das mercadorias; nunca o valor ou sua grandeza se originam da expressão de valor. Por fim, introduz características de uma forma mais complexa de valor, levando em conta a corporificação da forma relativa do valor em todos os produtos do mundo das mercadorias.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 3. A FORMA DO VALOR OU O VALOR-DE-TROCA

 A) Forma Simples, Singular ou Fortuita do Valor
1.
2.
3.
4. A Forma Simples do Valor, Em Seu Conjunto

A forma simples do valor se contém em sua relação de valor com outra mercadoria diferente.

A mercadoria é valor-de-uso e valor. Ela se assume apenas fora dela mesma, ao manifestar-se como valor-de-troca. A mercadoria nunca possui essa forma (valor-de-troca) isoladamente, apenas na relação de valor.

Demonstrou-se: a expressão do valor decorre da natureza do valor das mercadorias. Valor e sua magnitude não se originam da expressão do valor (da forma equivalente ou, atualmente, do dinheiro).

A forma simples do valor é a forma elementar de manifestar a oposição nela existente (valor-de-uso X valor).

Apenas em determinado momento da história que a sociedade passou a transformar valores-de-uso em mercadorias. Assim, a forma simples de valor da mercadoria é também a forma-mercadoria elementar do produto do trabalho (valor-de-uso).

A forma simples converte-se em uma forma mais completa. Uma mercadoria A expressa seu valor numa mercadoria diferente, qualquer que seja ela (arroz, casaco etc.). Na medida em que uma mercadoria A vai estabelecendo relações de valor com outras mercadorias, vai também adquirindo novas expressões de valor.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cap I - A Mercadoria / Item 3 - A - 3 (p. 63 a 68)

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Marx, ao se deter à forma de equivalente (mercadoria B) na expressão do valor (A = B), pontua três propriedades de tal forma: 1) apesar de ser valor-de-uso, é expressão de seu contrário: do valor; 2) apesar de ser fruto de trabalho concreto, é manifestação de seu contrário, do trabalho abstrato; por fim, 3) apesar de ser trabalho privado, é expressão de seu contrário, do trabalho em forma diretamente social. Ao término da abordagem, Marx comenta como o filósofo Aristóteles aproximou-se de sua conclusão à respeito das trocas.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

3. A FORMA DO VALOR OU O VALOR-DE-TROCA

A) Forma Simples, Singular ou Fortuita do Valor

1.
2.
3. A Forma de Equivalente
4.

Quando equiparadas duas mercadorias (A = B), o valor da mercadoria A se expressa no valor-de-uso da mercadoria B, que se imprime como a forma equivalente por ser diretamente permutável por A.

Na relação de valor, a mercadoria B, assumindo a forma equivalente, não ocupa uma posição quantitativa de valor, pois o valor que interessa na expressão é o de A. Assim, a mercadoria B passa a ser expressão quantitativa de uma coisa.

A forma equivalente tem TRÊS peculiaridades ou propriedades.

1) Ao desempenhar um papel equivalente numa expressão de valor, a mercadoria B é vista como coisa ou objeto que manifesta o valor de A. Logo, a forma natural de uma mercadoria, B, um valor-de-uso, é uma expressão ou manifestação do seu contrário, ou seja, do valor. Exemplo da “balança”: para se saber o peso (“valor”) de determinado corpo, usam-se pedaços de ferro (objetos) com pesos previamente fixados.

2) O corpo de um bem que serve de equivalente numa expressão do valor (B) é um produto determinado por um trabalho útil, específico, particular. Este trabalho se torna expressão do trabalho da mercadoria que o bem B concretiza (A), que é trabalho abstrato, gera valor. Portanto, numa relação de equiparação entre mercadorias, o trabalho humano concreto é expressão ou manifestação do seu contrário, ou seja, do trabalho humano abstrato.

3) O trabalho concreto que funciona como expressão de trabalho humano abstrato passa a se identificar com o trabalho incorporado da mercadoria do lado relativo (A). Essa identificação faz com que esse trabalho, mesmo que seja privado (que produz mercadorias, exercido “independentemente” de outros), seja trabalho em forma diretamente social (trabalho direcionado às necessidades da sociedade).  Portanto, numa relação de equiparação entre mercadorias, o trabalho privado é expressão ou manifestação do seu contrário, ou seja, do trabalho em forma diretamente social.

Aristóteles fez análise semelhante sobre as trocas. O filósofo ratificou a visão da forma simples do valor e concluiu que, para a realização de trocas entre mercadorias diferentes, seria necessária a igualdade entre elas. Aristóteles, no entanto, não chega ao que pode igualar mercadorias diferentes. Como vimos, o trabalho humano cumpre esse papel.    

domingo, 1 de maio de 2011

Cap I - A Mercadoria / Item 3 - A - 2 (p. 61 a 63)

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Neste item, Marx, ao tratar da determinação quantidade da forma relativa do valor, busca mostrar que variações nas quantidades de tempo de trabalho necessário para produção, que quantifica o valor das mercadorias, podem influenciar nas expressões de valor, mesmo em situações em que mudanças nas grandezas de valor e nas expressões de valor não coincidam.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

3. A FORMA DO VALOR OU O VALOR-DE-TROCA

A) Forma Simples, Singular ou Fortuita do Valor

1.
2. A Forma Relativa do Valor
3.
4.

b) Determinação Quantitativa da Forma Relativa do Valor

Toda mercadoria é uma coisa em dada quantidade (quilos, metros). Essa quantidade contém certa quantidade de trabalho humano. A forma do valor expressa o valor 1) em geral e 2) de forma quantitativa – a grandeza ou magnitude do valor.

A equação “20 metros de linho = 1 casaco” pressupõe que há substância de valor em iguais quantidades nas mercadorias, correspondentes a igual tempo de trabalho. Em geral, o tempo de trabalho necessário  (TTN) para qualquer produção, no entanto, não permanece o mesmo devido a variações que podem ocorrer na produtividade.

Para ilustrar tais variações, temos “mercadoria A = mercadoria B”, equação posta nas condições feitas no parágrafo anterior. Observemos as variações do ponto de vista de A, a forma relativa do valor.

Considerando o TTN para produção de B constante (portanto, seu valor também constante), se o TTN à produção de A aumentar o dobro, seu valor também vai duplicar. Assim, a equação muda para A = 2B, pois, em relação ao bem B, que continua valendo X, a mercadoria A agora tem mais valor, 2X.

Se o TTN à produção de A diminuir pela metade, o valor de A também cairá de forma proporcional e a equação passa a ser A = 1/2B, pois, em relação ao bem B, que continua valendo X, a mercadoria A agora tem menor valor, 1/2X.

Assim, o valor relativo de A, isto é, o valor expresso em B, sobe ou cai diretamente com o valor do bem A, desde que permaneça constante o valor de B. 

No caso de o valor de B mudar e o da mercadoria A permanecer constante, seguindo a dinâmica exposta há pouco,  as equações mudam para 1) A = 1/2B, quando o TTN para produção de B sobe; e 2) A = 2B, quando o mesmo cai.

Logo, o valor relativo, expresso na mercadoria B, muda em relação inversa à mudança de valor de B, quando o valor A é constante.

Ressalta-se que as mudanças nas quantidades de trabalho podem ocorrer de forma simultânea.

Com alterações na mesma direção e proporção, a equação A = B permaneceria a mesma, com valores relativos imutáveis. A mudança em seus valores só seria percebida, portanto, se comparadas a uma terceira mercadoria, cujo valor se manteve constante.

Se ocorresse de todas as mercadorias sofrerem variações nas mesmas direções e proporções, todas as equações de valor permaneceriam as mesmas, mas, vale evidenciar, a magnitude do valor, o tempo de trabalho necessário para produção, mudaria: produz-se, em geral, mais mercadorias em menos tempo depois das variações.

Também simutaneamente, as alterações de quantidade de trabalho podem ainda ocorrer em direções contrárias – tempo de trabalho de A aumentar e o de B diminuir – ou mesmo em diferentes proporções ou níveis – tempos de trabalho para produção de A e B caírem, respectivamente, 1/3 e pela metade, por exemplo.

Pode-se perceber, em observâncias aos cenários descritos, que as mudanças reais na magnitude do valor não se refletem nem clara nem completamente através de sua expressão (A = B). O valor relativo de uma mercadoria pode variar mesmo que se mantenha constante; e pode se manter constante mesmo se varie. Finalmente, as variações não precisam coincidir na expressão de valor e nem na magnitude de valor.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Cap I - A Mercadoria / Item 3 - A - 2 (p. 57 a 61)

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Marx ocupa-se de demonstrar a expressão simples de valor na relação entre as mercadorias. Para isso, inicia, neste trecho, uma discussão sobre os papéis que duas mercadorias desempenham quando equiparadas (A = B): devido a uma relação de igualdade entre seus trabalhos, que se reduzem a um só graças a uma substância comum (dispêndio de trabalho humano), uma mercadoria (A), para revelar o trabalho humano que cria seu valor, aponta outra diferente (B) como seu equivalente. A mercadoria escolhida (B) possui valor equivalente ao valor de A; portanto, conta com igual trabalho. Para concretizar o valor de A diferentemente de sua própria forma objetiva, a mercadoria B assume sua expressão, torna-se a forma corpórea do valor de A. Enquanto isso, o valor da mercadoria A assume a forma relativa do valor, já que se vê de forma relativa, se enxerga em um equivalente, é expresso em relação a um bem equivalente (B).
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

3. A FORMA DO VALOR OU O VALOR-DE-TROCA

A) Forma Simples, Singular ou Fortuita do Valor


1.
2. A Forma Relativa do Valor
3.
4.

a) O que significa

Para descobrir como a expressão simples do valor se esconde na relação de valor entre duas mercadorias, é necessário levar em conta que coisas diferentes se tornam quantitativamente comparáveis quando são reduzidas a uma mesma unidade.

Na relação de igualdade entre mercadorias diferentes - a relação de valor - 20 metros de linho = 1 casaco, por exemplo, implica-se que tais mercadorias sejam expressões de uma mesma coisa, para que a equiparação seja possível.

Quantitativamente, essas mercadorias desempenham papéis diferentes na relação de valor. 1) O casaco, como EQUIVALENTE ao que “o linho vale”, expressa o valor da primeira mercadoria, é a forma de existência, ou figura, desse valor.  2) Quanto ao linho, seu valor é revelado em relação a um bem, pois somente como valor a relação com outra mercadoria poderia acontecer. Assume a forma relativa do valor.

O trabalho humano cristalizado, incorporado num produto, é uma abstração. Não é possível “enxergar” o valor que tal trabalho gerou em um bem, apesar de se saber que ele existe. A relação de igualdade entre as mercadorias, todavia, revela a condição de valor de uma mercadoria em outro bem.

Na relação de valor, os trabalhos humanos inseridos nas mesmas igualam-se, focando o que há em comum (dispêndio de força de trabalho humana, o que gera valor), desprezando as qualidades particulares de cada trabalho (as atividades de um tecelão são diferentes da de um alfaiate – são trabalhos concretos diferentes). Assim, é na relação de valor que o caráter desse trabalho – o trabalho humano abstrato – é desvendado, pois ele reduz todos os diferentes trabalhos incorporados nas mais variadas mercadorias em uma substância comum.

Para expressar o valor de uma mercadoria como massa de trabalho humano, tal valor deve ser CONCRETIZADO, expresso por uma coisa diversa do próprio bem, mas que possui a substância comum a ele e a todas as outras mercadorias.

Na relação de valor 20 metros de linho = 1 casaco, a segunda mercadoria é uma coisa que manifesta, representa, por meio de sua forma material, o valor da primeira. Logo, já que é considerado aqui como objeto físico, o casaco é um mero valor-de-uso que deposita ou manifesta valor na relação em questão.

Sabe-se que, para produzir casaco, força humana de trabalho foi gasta, acumulada no próprio bem. Por isso, o casaco é “portador de valor” e se mostra, na expressão de igualdade entre as mercadorias em questão, como corpo de valor do linho, que o reconheceu como representante de seu valor.

Como valor-de-uso, o linho revela-se diferente do casaco. Como valor, é igual ao casaco. Assim, na relação de igualdade, o linho recebe uma forma diferente de valor da forma natural que possui.   

Para revelar que o trabalho humano cria seu valor, o linho diz que o casaco, ao ser seu equivalente, possui valor, e que, portanto, conta com o mesmo trabalho do linho. Para expressar que sua materialização de valor é diferente de sua própria forma física, o linho apresenta o casaco como sua forma de valor.

Assim, a relação de igualdade entre mercadorias diferentes (A = B) torna a forma natural ou corpórea de B (valor-de-uso) na forma do valor de A, a manifestação do valor de A, a materialização de trabalho humano. O valor da mercadoria A assume a forma relativa do valor, que já o mesmo está sendo expresso em relação a uma outra mercadoria, B.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Cap I - A Mercadoria / Item 3 - A - 1 (p. 55 a 57)

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Para introduzir a análise da Forma Simples do Valor, Marx faz considerações gerais sobre a existência de, numa expressão de valor, dois polos: a forma relativa do valor e a forma equivalente do valor, que se determinam e se excluem, extremos que se confrontam. Uma tem seu valor expresso (relativo em outra mercadoria) e outra é a materialização do valor da primeira (sua forma equivalente).
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

3. A FORMA DO VALOR OU O VALOR-DE-TROCA

A) Forma Simples, Singular ou Fortuita do Valor

1. Os dois pólos da expressão do valor: forma relativa do valor e a forma equivalente
2.
3.
4.

O segredo geral da forma do valor acaba sendo a forma simples do valor.

Temos a expressão de valor: A = B

As duas mercadorias diferentes (A e B) representam dois papéis distintos numa relação. A mercadoria A tem papel ativo, encontra-se sob a FORMA RELATIVA DO VALOR. A outra, B, apresenta um papel passivo, sob FORMA DE VALOR EQUIVALENTE.

Observamos a expressão sob o ponto de vista do agente da troca que possui o bem A. O valor de A só pode ser expresso relativamente, ou seja, em outra mercadoria.  Na intenção de realizar uma troca, portanto, o busca-se uma mercadoria equivalente ao bem A. Logo, a mercadoria equivalente (B) se manifestará, nessa relação, como forma equivalente de valor, pois ela será a expressão corpórea do valor de A. As formas relativa e equivalente se determinam, conforme visto, de forma simultânea. São polos opostos de uma mesma expressão de valor; por isso, excluem-se.

Ao observarmos a expressão sob o ponto de vista do agente da troca que possui o bem B, acontece o inverso. A mercadoria B se encontrará como forma relativa de valor; e o bem A será manifestação de valor de B, a forma equivalente do valor.

Logo, em uma expressão de valor, a mercadoria cujo valor é expresso é a forma relativa do valor; a mercadoria através da qual se expressa o valor é a forma equivalente do valor.